Coragem | João de Deus a Chico Xavier

Do caos da mesa cheia de compromissos, tento manter o amor e foi como um caminhar numa floresta que cresce por si, na sua ordem que nos parece desordem, que esbarro num pedra, sobre a qual me sento e reflito.

Dela, vou para páginas, de onde, em algum momento, na busca de fé, transcrevi num papel um poema que ganhei de uma amiga, numa dessas horas de luta.

“Se o desânimo procura

mergulhar-te na amargura

Não ouvides, meu irmão,

que a Vida, por toda a parte

É a nova luz a buscar-te

em doce renovação.

Na mágoa que te domina,

Repara a bênção Divina

a brilhar, aqui e além.

Tudo é esperança e beleza

no trono da Natureza

na glória do eterno Bem…

Da noite estranha e sombria,

assoma, envolvente, o dia

e a treva faz-se esplendor.

Do inverno que dilacera,

vem o Sol da primavera

e o espinho revela a flor.

Da serra empedrada e feia

desce o regato que ondeia

em generosa canção.

Do charco de baixo nível,

desditoso e desprezível,

ressurge o calor do pão.

Coragem! – recorda o ninho,

suportando de mansinho,

toda a fúria do escarcéu

E do além, tranquila ao vê-la,

Coragem!, repete a estrela,

sorrindo no azul do céu.

Assim também, cada hora,

trabalha, porfia e chora,

guardando a fé sã.

Padece, mas busca a frente,

lembrando constantemente

que o Dia, volta amanhã.”

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