Onde tudo recomeça

O costume é abandonar uma ideia quando ela surge, por não sabermos como torná-la real. O que frequentemente esquecemos, é que “o como” é outra ideia, que geralmente cai depois que a outra amadurece pelo pensar, pelo planejar e principalmente pelo lidar com as emoções acessórias do tipo: “isso não é pra mim”, “será que não vou decepcionar?”, “será que vai dar certo?”, “tá, mas… e agora?”

Olhei para o meu painel de ideias para 2011, muitas coisas aconteceram e destas, houve aquelas que excederam as minhas expectativas, pelas quais sou muitíssimo agradecida. Houve ali muitas ideias devidamente desacompanhadas dos respectivos “comos” , seja por  “já sei e já fiz”, seja por “vejo depois”, seja por “sei lá, vou descobrir”. Claro, algumas ideias ficaram no “sei lá”, como sal jogado por sobre os ombros, para espantar azar e trazer sorte. Bom, na maioria das vezes não acontece nada e do nada, outras coisas acontecem.

Pensei em fazer um trabalho bem feito com o meu blog, com alguns dos meus estudos, desafios de trabalho, meus estudos e também alguns dos meus relacionamentos, mas nas correntes da vida que me levam o sal jogado por sobre os ombros, vi-me observando o que elas, passando por mim me trouxeram, outras oportunidades que não vão substituir as ideias levadas, mas explicar seu como: as amigas da adolescência, Maturana, garotos do Sparapan, os open-minds Tedx, amigos do irmão Alfredo.

Aprendi que há coisas que não se jogam para trás, há outras que o devem ser, justamente porque não servem para o momento ou não se conectam com ele e poderão servir para depois. Se servirem para depois, voltarão ou a gente volta para buscar.

Lembrando que nenhuma história de vida é igual à outra, mesmo quando há lições comuns, os ouvidos os ombros são diferentes e pedem tempos e jeitos diferentes, larguei os remorsos pra lá antes que me pegassem para Cristo por muito sal perdido. Fiquei reconciliada comigo mesma, serena, planejando as mudanças necessárias.

Mais um ano pra valer, sinto-me muito mais atenta, muito mais ciente do trabalhão que ele vai dar, mas muito mais confiante e feliz.

Enquanto eu escrevia, estava passando Julie and Julia e no fim, toca a música Time after time (lucky to be loving you) e deixo aqui, uma versão com a voz que mais se aproxima da serenidade que estou sentindo agora.

Sentindo-me tão sortuda por aprender a amar a Vida!

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