arvoreando com a chuva

Depois de uma manhã ensolarada, uma tarde livre com chuva me seduz: fico enamorada próxima à janela, escutando e vendo a sua passagem pelo meu mundo, sentindo a sua força criadora. E assim, me entreguei a um meditar e um refletir que estão fazendo o meu próximo mundo, lá dentro de mim: daqui a poucos dias, volto para o sul, onde estive há quase 4 anos, na ocasião, para me recuperar de uma crise e achar meu caminho. Volto para me encontrar com Humberto Maturana, o pai de muitos educadores interessados na biologia do conhecimento para trabalharem pelo desenvolvimento humano.

Já reinventei tanto o seminário do qual vou participar que preciso voltar ao tema e lembrar que estarei mais cercada de gestores ávidos por instrumentos que auxiliem nas questões de clima organizacional, do que por educadores ou “gestadores” de desenvolvimento. Como eu mesma estou em construção, fico pendendo entre um agir e outro e só me resta me focalizar na minha busca primordial e estimular nas pessoas que encontrar o melhor que eu vir nele, aberta aos encontros, as histórias, aos mundos.

Fiquei pensando com a chuva, no quanto estou envolvida com novas informações que desafiam a minha conduta e o meu viver e no quanto tem sido difícil, produzir conhecimento à altura, tendo a mais pensar do que fazer, preferência que me angustia e me custa combater. O encontro com o Maturana e a Ximena D’Avila pode abrir somente uma parte deste mundo novo do qual quero fazer parte, pois passaremos bastante tempo vivenciando questões corporativas, mas a luz da sua dedicação em desenvolvimento humano, já me bastarão: lendo um dos seus livros, A árvore do conhecimento, conscientizo-me de que o não-fazer não é natural e tudo que preciso é entrar no movimento circular dos encontros e seguir o fazer. A batalha não é contra mim, é contra a falta de movimento.

Então fico aliviada, pois é certo que vou amadurecer mais nesse sentido pra dizer o mínimo, pois se o meu apego às ideias é na verdade um apego à suas energias para que me ressuscitem, chegou a hora de completar o entendimento que me faça levantar e andar, entregando-me à construção ativa, mais ampla e eterna dos mundos, de mim mesma. Criar e reiventar conhecimentos, como eu quero!

No meio desse anseio e expectativas, perdemos Steve Jobs, um criador de mundos que ampliou as possibilidades do fazer, personificando o que é conhecer. Seu discurso para os formandos da Universidade de Standford em 2006, fala de suas experiências e uma das lições mais curativas, que tratam do nosso estar no mundo e a partir de si, viver o melhor com os outros, deixo a seguir:

“Seu tempo é limitado. Então não o gaste vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma, que é viver do resultado dos pensamentos de outra pessoa. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu coração e a sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você quer se tornar. Tudo o mais é secundário.”

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