Fim igual ao começo

Há muitos anos atrás, tive um amigo que me disse: preste atenção em como as coisas começam: pois é assim que elas terminarão.
 
Hoje, no seu aniversário de morte, assisti a um filme com Morgan Freeman – Deus como ele é bom ! – Feast of Love, traduzido para Banquete do Amor, em que ele diz exatamente o mesmo.
 
Diz ainda que é por isso que temos como saber como as coisas caminharão e assim, de olhos bem abertos à realidade, podemos fazer as nossas escolhas, dar nossos saltos, assumir nossos riscos. Toda a história é baseada nisso – começo, fim, recomeço, como elos de uma corrente que ligam às pessoas umas às outras.
No meio, perdas e desilusões que não queremos sofrer, tentativa e erro, abandono, falta de correspondência. Deus na história é defendido: Ele deixa certas coisas cruéis nos acontecerem, mas isso não quer dizer que não nos ame. Ao contrário, se não nos amasse, não faria nosso coração ser tão forte para viver.
 
Olhando para trás, na minha vida, vi que essa idéia funciona mesmo. Teoria do amor à primeira vista? pergunta outro amigo. "Talvez", respondo. Mas antes disso, sei que é uma prova de que todos trazem em si suas respostas. E percebo que todas as coisas que de maneira ou de outra fui reduzindo na minha vida, não foi por outro motivo senão por saber onde iriam dar. 
 
Continuo em busca, e felizmente nesse momento, cheia de perdas e fracassos, estou mais forte. Coco Chanel costumava dizer que fracasso nos torna fortes e o sucesso não acrescenta nada mais. Por outro lado, nestes vales, encontros felizes surgiram, e a julgar pelo começo – aquela conexão feita entre duas ou mais almas que, ao crescer, faz desabrochar sorrisos francos, brilho no olhar, um "sim" à vida, um querer estar junto -seja qual for a missão, a finalidade- , sabe-se fértil para produzir toda a sorte de bens. Estes sei onde darão e faço questão de nutrir, manter.
 
Dispenso, sem o menor ressentimento ou pesar, tudo o que parecia fantástico e na verdade começou sem a menor conexão com a minha vontade de me conectar para uma história feliz, afinal, o apaixonar-se não tem explicação, não é lógico. Apaixonar-se é conectar-se e fazer a vida acontecer. Ninguém tem culpa se não consegue corresponder.
 
Hoje tenho um chefe com quem há uma conexão desejada. Ao contrário dos outros que me receberam da vida com hesitação. Mas apesar de eu não ser o que queriam, fizeram o melhor que puderam do compromisso que nos uniu; com este, sei que muitas coisas boas no ambiente profissional ocorrerão.
 
Assim começou a acontecer nos meus trabalhos de pesquisa com educação, com as amizades – pessoas pra quem sou amável e desejável companhia. Evitei algumas relações não por falta de paixão, mas por medo do sofrimento que o tempo poderia causar – as perdas, o abandono: não conseguir amar todo o necessário no tempo necessário.
 
Hoje percebo que nada disso importa, pois tudo se arranja, a vida é inesperada. E boa também.
 
Querido: saudades, seu tolo. Por quê você não viu onde aquilo ia dar? Tolo. Espero que agora, onde quer você esteja, aprenda. 
  
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Uma resposta para Fim igual ao começo

  1. Cla disse:

    Imagino a tolice que seu amigo tenha feito…E sobre recomeço… Quer recomeço, segunda chance, maior que a própria vida?Pensando agora em minha Grande Amiga, acho apenas que não tenho o direito de desejar um final menos dolorido para ela… Neste caso, acho que este deve ser o muito melhor para ela, afinal, é como disse: o final é igual ao começo… E eu sequer tenho idéia de qual tenha sido o dela…Fica com Deus, tá?

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