Nota de Rodapé

Acredito que, via de regra, se temos um problema com alguém, certamente somos parte desse problema: não há inocência ou culpa absoluta em nenhuma das partes, e por isso, temos a chance de finalizar o conflito com uma atitude mais contundente, seja de conscientização, seja de reparação.
 
Outro dia estava tentando resolver o enigma que um adulto – cronologicamente falando – anuncia quando responde a algum questionamento sobre a sua conduta com o bordão: "Eu não sou / ninguém é criança."
 
Acho que é uma resposta muito justa pra quem tenta decidir no lugar de alguém, sobre assuntos que lhe dizem respeito exclusivamente e me perguntava, por que oura razão alguém responderia isso?
 
Ao ler os emails, vi os da faculdade, alguns emails questionando certo material não enviado,  que prejudicaria a entrega de um trabalho. Os representantes de sala foram questionados e não houve resposta. Alguém, furioso, explodiu e agrediu anonimanente os respresentantes pela falta do material. No dia seguinte o material apareceu e a culpa era do professor. Alguém se solidarizou com os representantes agredidos e disse que ninguém é criança de se comprometer em mandar e acabar não mandando o material.
 
Embora eu ache que a colocação não cabe na situação, entendi porque muita gente responde isso – responde assim porque não tem humildade em aprender, em se corrigir, se acha infalível.
 
Acontece de errarmos, mas há pessoas que não aceitam isso, são defensivas e entram num estado de arrogância tal que pensam terem nascido certas e não precisam aprender nada ou, pensam que o pior que pode acontecer é assumir publicamente que erraram; na segunda opção, elas pelo menos se dão a chance de aprender. Quando apontamos o erro, queremos correção e de preferência, impedir que volte a acontecer. Tentamos, então, mostrar o certo pra uma determinada finalidade de uma forma que entendam – acontece de nossa opinião ou visão estarem errados, temos pontos cegos: então argumentem, participem; não se pode abrir mão dos valores pessoais, mas se pode abrir das opiniões. Quem não tem uma opinião, uma visão e reclamam que não precisam ser ensinados, cobrados – dizem ofendidos "não somos crianças", pra mim, parece mesmo falta de humildade em aprender, falta de espírito de grupo em participar. onfusão de interpretação. Lamento muito essas confusões.
 
Penso que se uma conduta ameaça um objetivo de grupo, não dá pra deixar que todos colham as consequencias dos atos de um – temos que advertir e reverter oquadro de acordo com a necessidade da situação e das pessoas envolvidas – desde que a visão esteja clara e todos a tenham entendido e não haja mais nada a acrescentar. Fazer o que certo é o que importa, quando falamos de um objeto de trabalho ou estudo – moral e ética é outra questão, envolve cultura, é diverso. E fazer o que é certo não nasce da cabeça de uma pessoa e é imposta – isso é ditadura. O que certo nasce do colegiado de pessoas interessadas em participar de um plano que traga benefícios pra todos. 
 
Não quero fazer apologia ao desrespeito, apoiando a agressão verbal aos colegas, mas somos tratados como adultos quando agimos como tal.
 
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