Até que foi simples: fui lá na Fundação Dixtal para ser voluntária nas rodas de leitura, só a vontade era requisito. Pela mediação como forma de incentivar a leitura nas escolas públicas do Jd São Luís, fui descobrindo, desde a formação há 2,5 anos, que a leitura é instrumento para um incentivo ainda maior para aqueles meninos e meninas, homens e mulheres: o de manter a esperança, proteger a vida e se desenvolver como ser humano e cidadão.
Dei meu tempo – 1 hora por semana com eles presencialmente, 1 hora por semana com eles no coração criando a proposta do plano de roda – e minha vontade de ajudá-os a perceber suas possibilidades, sua existência, contarem suas experiências as estrelaçando ao dos autores que levávamos. Eles, foram lá e responderam, falaram, escutaram-se, viram a si mesmos, conversaram. Fizeram as histórias e muitos, foram percebendo que eram capazes não só de entender a história de alguém, como valorizar a sua própria e criar novas, brincar com a imaginação, sonhar, descobrir e construir realidades.
Parecia que eu dava pouco, mas é impressionante como rende a atenção que dedicamos, nutrida pelo desejo sincero de que vençam suas dificuldades, faz uma enorme diferença. Queremos tanto vê-los se sentindo bem e esperançosos que o mínimo é fermento na massa: tudo cresce, até a gente. Se os mundos deles aumentaram, o meu então… vixe, profa!, diria o Kauan de 16 anos da última turma deste ano.
Fátima Freire diz que quem educa marca o corpo do outro. Voluntário também marca e ascende uma luz no coração que adversidade nenhuma apaga.
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